Passada Equilibrada

Sunday, May 21, 2006

Esclarecendo a Passada Equilibrada

Prezado leitor,

Antes de prosseguirmos com dissertações mais emancipadas sobre toda a temática da Passada Equilibrada, urge clarificar o próprio conceito nuclear.

De facto, o fascinante estudo de todo o phenomena da Passada Equilibrada tem vindo ultimamente a suscitar tremendo interesse nas comunidades científicas de todo o planeta, ao que não serão certamente alheios factores como a explosão do uso de certas tecnologias como a telefonia e a banda do cidadão entre os colegas cientistas.

No entanto, um dos efeitos positivos negativos desta mediatização científica descontrolada da Passada Equilibrada é a deturpação progressiva do seu conceito central por investigadores aos quais apontarei falta de experiência, isto para não meter a mão em algo viscoso como a sua idoneidade e evitar assim mais escaramuças nos simpósios internacionais.

Não obstante a precisão científica do artigo anterior escrito pelo meu querido amigo e colega Elias, que serve de base a este conceito milenar, eis que têm vindo a público supostos exemplos de Passadas Equilibradas que falham nas características mais basilares do conceito correcto, enumeradas no artigo supracitado. Concluindo este intróito já demorado, se o artigo de Elias Saraiva especifica o que é a Passada Equilibrada, o presente artigo mostrará o que não é a Passada Equilibrada, servindo-se para isso, das referidas publicações disparatadas e erróneas.

Ora vejamos.

A edição de 14 de Agosto de 1998 da revista científica “O Ovo” foi impressa com a seguinte capa.


Man cutting a codfish at Battle Settlement

Oooops… imagem errada. Esta sim, é a capa da infeliz edição da revista “O Ovo”:


Man cutting a codfish at Battle Settlement

Para além do facto desta edição, com esta capa, não fazer depois qualquer referência ao tema da Passada Equilibrada no seu interior, a imagem da capa falha visivelmente num dos principios básicos. Comentando a mesma, Elias Saraiva referiu que “Como já referi inúmeras vezes, pá, este conceito nada tem a ver com o consumo de drogas leves!”. Mais tarde no mesmo dia, Elias Saraiva asserta que “Estou maravilhado com o livro de culinárias, vou-me dedicar um pouco mais a isso até para ver se cozinho mais em casa - é mais saudável e mais barato.”.

Guedes Vinha, fotógrafo estudioso da Passada Equilibrada a quatro pés, publicou recentemente a seguinte imagem como sinal de progresso no seu trabalho, pouco tempo antes do seu trágico homicídio às mãos de dois gangsters, desconhecendo-se ainda as razões do crime.


"Passada Equilibrada a 4 pés", de Guedes Vinha

Apesar deste momento capturado por Vinha ser um documento valioso para a investigação na área dos quatro pés, não representa de facto uma Passada Equilibrada já que os quatro pés se encontram em contacto com o solo. Já Bresson tinha anteriormente conseguido sem querer uma representação de uma Passada com os quatro pés no ar.

Terminarei este artigo comentando uma imagem que tem circulado entre a comunidade de investigadores e fotógrafos da Passada Equilibrada causando injustificado furor. Ei-la de seguida.



Esta fotografia, tirada por um turista anónimo em Budapeste, parece à primeira vista ter capturado na perfeição uma Passada Equilibrada. No entanto, com um olhar científico mais atento, é possível notar-se que o pé que supostamente está levantado está de facto apoiado no muro entre os pilares. Logo temos os dois pés em contacto com o solo. Logo não é uma Passada Equilibrada :-(.

Pretendia escrever agora uma conclusão pertinente mas simplesmente não me lembro de nada com piada para terminar o artigo não tenho tempo pois acaba de chegar a meia de badejo que pedi e vou atacar antes que arrefeça.